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A MAIS Brasil - Movimento de Apoio à Inclusão
Social no Brasil nasceu no Natal de 2005, a partir da iniciativa
da pesquisadora musical Renata Cholbi de coletar alimentos
e brinquedos com amigos e através do site de relacionamentos
Orkut, para doar às mães e crianças soropositivas
do Hospital dos Servidores do Estado (HSE), no Rio de Janeiro.
Mas ela não quis parar por aí. Reunida com um
grupo de amigos na comunidade “Apoio Mães e crianças
com HIV”, Renata deu início a um projeto de inclusão
social, inicialmente voltado a mães e crianças
portadoras do vírus HIV, justamente o primeiro público
a que teve possibilidade de atender.
Convidou duas profissionais de perfis diferentes,
a advogada Maria Clara Amado e a assistente social e ouvidora
Maria Isabel de Abreu Monteiro, além de uma equipe
de voluntários que até hoje é importante
no dia-a-dia da MAIS Brasil. Em março de 2006, o trabalho
já havia crescido tanto que 80 famílias portadoras
recebiam mensalmente uma cesta de alimentos e de produtos
de higiene de primeira necessidade, muitos deles caros e,
por isso, de difícil acesso para pessoas das classes
D e E. A alimentação com qualidade nutricional
é muito importante para o desenvolvimento não
apenas físico e para estruturar o indivíduo
para lidar com a doença. O excessivo uso de medicamentos
devido à doença e a falta de renda para adquiri-los
dificulta o já complexo convívio com a o vírus.
O trabalho, ainda não profissionalizado,
exigia mais atenção. A decisão de se
tornar uma associação sem fins lucrativos veio
no final de 2006, quando a MAIS Brasil decidiu assumir a responsabilidade
de assistir socialmente e humanisticamente. 40 famílias
aceitaram a proposta de entrar em um amplo projeto de inclusão
social cujo ponto de partida é o trabalho assistencial.
Três regras não podem ser descumpridas pelos
participantes do projeto: a comprovação do acompanhamento
médico de toda a família, a comprovação
da freqüência escolar das crianças e a participação
nos projetos pedagógico e social.
Paralelo a isso, aumentou e bastante o número
de voluntários que chegaram através do Orkut.
Nesse momento, a MAIS Brasil contava com 1500 voluntários
on-line envolvidos com a causa. Começaram a ser organizadas
palestras, com profissionais de saúde (médicos,
nutricionistas, assistentes sociais e psicólogos) na
tentativa de começar a trabalhar a auto-estima dos
soropositivos, ponto-chave para que consigam conviver com
a doença e crescer como pessoa.
Como uma entidade do terceiro
setor, o papel da MAIS Brasil não é substituir
as atividades cuja responsabilidade são do Estado.
Queremos contribuir para que, enquanto essas responsabilidades
não são cumpridas, pessoas tenham a chance e
o direito ao mínimo de dignidade social. Educação,
saúde, cultura, oportunidades. Palavras como essas
são caras a uma entidade que leva no nome sua razão
de ser: a inclusão social. Mais educação.
Mais saúde. Mais cultura. Mais oportunidades.
MAIS Brasil.
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